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Livros aí que li em 2010. Comentários sobre eles podem aparecer de uma hora para outra neste post.

10. The 39 Steps –  John Buchan

É como ler o Hitchcock de North by Northwest. Não falo mais nada. Só danço.

09. The Importance of Being Earnest and Other Plays – Oscar Wilde

Merece uma posição melhor na lista, só que não consegui encaixar. Quando eu reler alguma das peças, principalmente a que dá o título do livro, tenho certeza de que vou achar bem injusta esta posição aqui.

08. The Heart of Darkness – Joseph Conrad

07. The Loved One – Evelyn Waugh

O livro que me fez ter um ataque de riso dentro da livraria. Daí tive que comprar. Mórbido e divertidíssimo. Um Evelyn Waugh em Los Angeles, beibe.

05. The Adventures of Huckleberry Finn – Mark Twain

Por um mundo com mais niggers. A cena da ilustração acima é a parte de que eu mais gosto do livro. Niggers. Niggers.

04. Collected Ghost Stories – M. R. James

Tem fantasmas. O melhor livro fantástico que li no ano. E olha que eu li Carmilla.

04. A Morte de Ivan Ilitch – Tolstói

03. Confessions of an English Opium-Eater – Thomas De Quincey

02. The Napoleon of Notting Hill – G. K. Chesterton

Tem guerrinhas entre bairros. Se passa em Londres. Os personagens são pirados. Os exércitos usam uniformes coloridos.

01. Ana Karênina – Tolstói

Porque pode ser que este seja não só o melhor livro que eu li no ano, mas o melhor livro que eu li na vida. E isso não quer dizer que é somente o melhor livro que li até aqui, mas o melhor que eu li para sempre.

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10. Os meninos da rua Paulo – Ferenc Molnár


O livro mais famoso de Ferenc Molnár é uma novela com crianças, para crianças. Tá, é um livro para meninos. Mas como todo lançamento de um filme da Xuxa; é uma história para os meninos de todas as idades também. Diz a contra-capa – sem sotaque- que no Brasil foi adotado – juro que eles usam essa palavra – por várias escolas. E saber que várias crianças brasileiras conheceram esses meninos de Budapeste me deixa mais confiante de que meia dúzia deles tenha se interessado por terrenos baldios, honra e briga; palavras que, infelizmente, causam ataque de epilepsia em muitos, hoje em dia.

09. Notas do Subterrâneo – Dostoievski


Li uns três livros sobre fazer amizade – e não ser sucedido – ano passado. Este é o melhor deles. Notas do subterrâneo – ou notas do subsolo – é dividido em duas partes. Eu não estava entendendo como este livro – que conheci muito tarde, talvez – era tido como um clássico de Dostoievski até chegar a essa segunda parte, quando, por intervenção divina – ou os dedos do autor mesmo – o personagem começa a ter uma cara, um nome e, graças, uma história.

08. O Longo Adeus – Raymond Chandler


A impressão que dá depois de ler O Longo Adeus, é a de ter visto um filme longo, e muito bom, de trama complicada. Todos já disseram isso de algum livro que leu, mas não, não, este é mais. Posso descrever cenas inteiras, detalhar o automóvel que foi usado na fuga, o gosto do café que o Marlowe costumava preparar, descrever os sons de dentro do bar Victor’s, o cheiro de Lennox quando estava bêbado, etc. É um clássico de cinema americano dos anos 50, mas é livro.

07. Sobre Herois e Tumbas – Ernesto Sábato


Sou da opinião – desde agora – de que é impossível escrever um livro bom de 600 páginas sobre o amor de um adolescente- e que não sabe chegar em meninas. Sobre Heróis e Tumbas não me provou o contrário – e, acredito, ninguém o fará; mas usa isso para contar quatro ou vinte outras coisas que, aparentemente, não fazem sentido entre si. O melhor momento que tive no ano lendo uma ficção foi – com alguma dúvida – dentro deste livro e, só por este momento, por aquelas páginas, ele vale mais do que uma estante inteira dentro de uma livraria comum.

06. As Brasas – Sándor Márai


Uma conversa entre dois amigos que não se vêem há dezenas de anos. Tem uma mulher no meio disso. Mas mais do que um triângulo amoroso – é assim que eles chamam, não?-  é a amizade entre esses dois homens que conta – e isso eles chamam de quê?

05. As Viagens de Gulliver – Swift


Na falta de bonecos e um quintal grande para brincar, escreve-se (por que não?) As Viagens de Gulliver. Uma das imagens mais marcantes da literatura mundial está aqui: Gulliver amarrado por homens minúsculos num país desconhecido – quem não conhece essa imagem não vive neste mundo. Mas não é este o país mais interessante de sua viagem – Gulliver viaja por muitos outros e faz, inclusive, uma passadinha rápida pelo Japão.

04. Zazie no Metrô – Raymond Queneau


Zazie é uma menina desbocada do interior da França que tem, como maior sonho, conhecer o metrô de Paris. A história não é nada mais do que isso – e nem venham dizer que é. São as conversas que ela tem com o seu tio (um hormossexual?) e os amigos que eles vão encontrando no caminho que o torna tão divertido. É natural que você ria sozinho – algumas vezes alto- enquanto o lê, e não importa se você está em casa, dentro de um ônibus lotado, ou esperando pelo atendimento do urologista de um hospital público.

03. O Conde de Abranhos – Eça de Queiroz


Alguém precisa me apresentar um autor de língua portuguesa que escreva melhor do que Eça de Queiroz. Mesmo um livro pequeno como este, numa prateleira de livros escritos em português de uma biblioteca qualquer, exerce uma forte influência sobre todos os outros – e por influência eu estou me referindo a um certo desprezo. Como na prateleira do lado – a dos livros argentinos – onde Borges faz o mesmo, chutando.

02. Pnin – Vladimir Nabokov


Vou lhe dizer o que se ganha com uma pessoa arrogante; um autor como Nabokov. Enquanto no meu país as pessoas são muito doces e usam nomes de árvores para falar de A de amor, B de baixinho, C de coração, Nabokov tinha asco por Dostoievski, mas escrevia a sua altura. “Há homens que são vogais abertas e outros que são consoantes mudas. Pnin pertencia a essa última variedade”. A citação é só pra dizer que eu falei alguma coisa do livro.

01. Vile Bodies/Um Punhado de Pó – Evelyn Waugh


Um título estava seguido do outro na lista dos melhores que li no ano passado, mas como parece regra isso de não colocar dois autores coladinhos – e eu, bobo, acreditando nela – tive que dividir o espaço entre os dois Waugh. Vile Bodies me trouxe mais momentos sublimes – juventude retardada nos anos vinte é sublime – mas Um Punhado de Pó é mais regular, ou seja, muito bom sempre. Preciso falar alguma coisa sobre o humor de Waugh, mas que seja original; enquanto isso me prepare um café.

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